Um lugar onde posso falar sem ninguém me atrapalhar. Onde posso mostrar meus argumentos sem interrupções. Onde posso mostar o que eu penso sem obrigar ninguém a prestar atenção. Um lugar onde posso falar através de letras e ninguém pode me mandar calar a boca. Um lugar para refletir.

Place of reflection.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Viagem para a Europa - Parte 1


* o teclado daqui nao possui acentuacao ;)

Bom, depois de mais de 32h alternando entre aeroportos e avioes, finalmente eu cheguei =}. A primeira impressao, logo que cheguei no aeroporto de Amsterdam foi: Estou perdida. Pensei que soubesse o que era um lugar grande. Nao, eu nao sabia. Depois de um corredor imenso e muitas lojas, finalmente consegui pegar minha mala e encontrar meus parentes. Eu realmente pensei que seria mais frio, ate que o clima e agradavel :) Cheguei no nosso apartamento, tomei um banho, comi um pouco de blueberries (que gostei muito), jantei, e depoi dormi durante muito, muuuito tempo. Eu estava realmente cansada. Acordei meio dia (hora daqui, no Brasil eram...hum... sete da manha) Arrumei minhas malas, ja que viajo pra Londres amanha, e fomos dar um passeio. Pegamos meu primo na creche, e fomos pro centro da cidade. Muitas lojas lindas, vistas belissimas, "almocei" (cinco da tarde) um ravioli delicioso, realmente muito bom! Depois dei uma olhada em umas esculturas de areia muito bonitas, e visitamos uma construcao imensa, pelo que eu entendi uma antiga prisao, onde eventualmente a familia real passa uns tempos.

Aqui, obvio, tudo e muito lindo. Estou gostando muito da viagem, e sem duvida muita coisa ainda esta por vir. Bom, essas foram as primeiras impressoes, quando tiver tempo posto mais. Beijos :)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Fim de tarde




Fim de tarde. Um desses lugares onde não mora ninguém, quando muito algumas famílias pobres, perto de um desses riachos ou mares. Um lugar tranqüilo, onde o tempo desliza suavemente por entre os dias, sem nenhum tipo de pressa. Um fim de tarde, onde o sol pinta o céu, de maneira que é impossível explicar como um só lugar pode ter tantas tonalidades, que variam entre tons pastéis e azuis turquesas, entre laranjas dóceis e violetas. O horizonte, limite da nossa visão, revela uma linda selva, que teve a sorte maior de nunca ser explorada por um daqueles monstruosos seres bípedes, que surgem sabe se lá de onde, vem sabe se lá por que, mas que levam sabe se muito bem o que: A vida que ali existe.

Na imensidão aquática que existe logo à frente, é possível ver vão reflexo do exuberante céu. Não bastasse isso, esse aglomerado de gotinhas forma uma união tão bela, que chega a formar outra dimensão, onde vivem animais dos mais diversos tipos, em plena paz e harmonia. E os humanos, tão cheios de si, não conseguem se igualar nem sequer a gotículas de água.

Uma ponte, simples, de madeira, feita pelos próprios moradores locais, ou visitantes periódicos, se estende sobre a água. A ponte, é claro, não foi a natureza quem fez, mas foi feita de maneira tão simples, tão inocente, tão livre de sentimentos grandiosos, que se encaixou no cenário, o tornando mais alegre, e mesmo sendo apenas um pontezinha, ela completou o cenário. Eis uma característica das coisas simples: Completar mesmo sendo tão pouco. Aliás, quem disse que as coisas simples são pouca coisa?

Por fim, nesse cenário, ao mesmo tempo tão simples e ao mesmo tempo tão digno de admiração, se vê um humano. Perto dele, um lindo cão de pelagem longa e dourada, com seu focinho macio e orelhas felpudas, com um sorriso tomando seu rosto. Não é um cão de ricos, nem sequer é famoso. Não dorme em camas de couro alemão ou come o melhor alimento do mercado. Com sua exuberante beleza, ele pula por tal cenário, como se nunca fosse se saciar de estar ali. Persegue uma bola simples, mas com tal convicção que parece que nunca poderia viver sem isso. Um cão simples, num cenário simples. Uma cena simplesmente feliz. Como podem os humanos complicar tanto as coisas?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Barbáries. Simples rotina.

Pra qualquer leitor de jornal, ou pra quem assiste a qualquer tipo de telejornal, são as notícias do dia-a-dia. Pra qualquer morador de um bairro violento, rotina. Coisas que deveriam causar choque, indignação, revolta, não causam mais. São apenas uma em um milhão, dizem. Noticias como essas são tão comuns que existem pessoas que ao começarem a escutar, ler ou presenciar, nem mesmo ficam chocadas ou comovidas, só expressam um “Isso de novo”. Chegamos a um ponto que matar, roubar, estuprar, queimar, espancar, seqüestrar, não são mais sequer dignos de espanto.

Não sou contra a liberdade de imprensa. Acho-a fundamental numa sociedade. Mas temos que saber avaliar o impacto de nossos atos. Existe um princípio chamado co-responsabilidade inevitável. Para explicar, vou utilizar o exemplo que Augusto Cury deu em um de seus fantásticos livros: “Hitler queria ser um artista plástico e procurou a Escola de Belas-Artes de Berlim, mas foi rejeitado. Se o professor dessa escola o tivesse acolhido, talvez o mundo tivesse tido mais um pintor medíocre, mas certamente não um dos maiores psicopatas da história.”. O que isso significa? Todos os atos, por menor que sejam, causam impactos, por mais que não sejam perceptíveis a primeira vista. Já tratei sobre como pequenos atos, coisas do dia-a-dia influencia sobre o comportamento geral das pessoas, e como tais atos podem gerar violência, mesmo que não se tenha esse objetivo. A mídia, tanto jornais, televisão, rádio, revistas, e enfim, influenciam consideravelmente em coisas assim. Na eterna busca por audiência, colocam atrocidades atrás de atrocidades, na tentativa de chocar as pessoas, e, conseqüentemente, gerar audiência. Mas não percebem os gravíssimos efeitos colaterais. Há um tempo ataques de pit bull eram o alvo favorito. De um minuto para outro os pits, raça que já fora considerada a melhor, símbolo de coragem, usada por muitos para vender produtos e até incentivar o alistamento militar, especialmente nos EUA, se viu taxada como assassina, traiçoeira, infiel, digna de morte, e até como ajudante do demônio. Em outro post expliquei exatamente porque isso não passava de uma mentira, um modo de se ganhar espectadores. Mas alguém vê os pits na mídia? Eles não estão mais lá. A moda já é outra. Agora são pais matando filhos, ou adolescentes matando em massa. Agora que televisão, revistas, rádios e jornais perceberam que os pits não chamam atenção, pararam de colocá-los em foco. Só que isso trouxe efeitos colaterais. Milhares de pits foram abandonados, maltratados, espancados, vítimas de maus-tratos, trancafiados em espaços pequenos, acorrentados, afinal, uma raça traiçoeira como essa não pode estar com uma família. A mídia deixou essa conseqüência, e sem se importar com isso, já pulou pra novos assuntos. Só que isso vai deixar sempre conseqüências. E alguém chuta quais as conseqüências de mostrar milhares de pessoas mortas, estupradas, seqüestradas?

O efeito disso é simples: Se tornam coisas cotidianas, banais, normais, sem importância. Alguém consegue avaliar o impacto de se transformar uma barbárie em algo banal? Algo banal se torna mais aceitável. Matar passa a não ser mais tão ruim. Drogas? Todo bom adolescente tem que usar. Estupro? Não passou de uma diversão. Foi preso? Um idiota que não soube fazer direito. Existe um princípio chamado princípio das janelas quebradas, segundo o qual um prédio antigo, desocupado, tem várias janelas de vidro. Após um vândalo quebrar a primeira, se forma uma reação em cadeia, e os outros vândalos sentem menos ao quebrar as outras. E os seguintes, vêem que aquilo é normal, quebram as outras sem nenhum remorso. Ao se mostrar milhares de imagens de pessoas nas mais horríveis situações, se cria uma imagem de que isso é comum, e faz com que as pessoas considerem tais barbáries como coisas normais, cotidianas. CLARO, isso vai influenciar os futuros assassinos, estupradores, drogados, ladrões, seqüestradores, a se sentirem mais livres pra fazer atrocidades, afinal, “todos fazem”, ou o pior, “fazem coisa bem pior que isso”. Pra piorar as pessoas reforçam isso, especialmente pais, que tem o papel de passar aos filhos os exemplos, ao tratar de tais assuntos como besteiras, mostram a eles que são coisas sem importância. Existem ainda, um pesadelo maior, os que DEFENDEM os criminosos. Pais que DEFENDEM os filhos depois que eles agrediram, roubaram, mataram pessoas. Esses, é triste até comentar.

Em nome de um país onde tais atrocidades não continuem a ser “normais”, onde matar alguém tenha o peso que realmente tem, onde estupros sejam coisas repugnantes, não rotina, eu peço realmente um cuidado maior de todos nós, principalmente pais, no que dizemos ou como agimos. E, especialmente, eu espero que a mídia se conscientize do verdadeiro impacto que tem. Não ajude a transformar barbaridades em simples rotina. Não faça de morte e destruição a noticia diária, que acompanha o nosso pão de cada dia. E, aliás, não só isso, que parem de transformar orgias, violência, desrespeito, preconceito, ofensas, e todos os males que nos assolam em meras coisas normais, aceitáveis. Só sei que eu, pelo menos, não assisto televisão a uns belos meses. Não preciso de tanta informação construtiva. Aprendi a fazer coisas bem mais úteis no meu tempo livre. Escrever esse texto, e ler os livros do Augusto Cury por exemplo. Eles são muito bons ^^