Um lugar onde posso falar sem ninguém me atrapalhar. Onde posso mostrar meus argumentos sem interrupções. Onde posso mostar o que eu penso sem obrigar ninguém a prestar atenção. Um lugar onde posso falar através de letras e ninguém pode me mandar calar a boca. Um lugar para refletir.

Place of reflection.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Pit bull

Inúmeras vezes encontro pessoas que não simpatizam com cães. Com pit bulls então, nem se fala. Inclusive muitas admitem adorar cães, mas detestarem pits. Só eu sei como fico triste as ver pessoas assim. Na verdade entendo algumas. Elas acham cães barulhentos, que só servem pra dar trabalho, irritantes, entre muitos outros motivos. Até ai tudo bem. Talvez nunca tenham conhecido um cão exemplar, ou se sim nunca deram a ele uma oportunidade de mostrar o que realmente é. De qualquer modo talvez simplesmente não gostem de cães e ponto. Eu também não gosto de peixes como animais de estimação, já tive um e não gostei. Simples assim. Não há nada errado em não gostar de algo. As que não gostam de pits, apenas pelo fato de serem cães, não vejo problema algum. E os que gostam de cães, mas não de pits, simplesmente por não gostarem da raça também não vejo problema algum. Eu mesma sou apaixonada por cães mas não sou muito chegada em pinchers. O problema não é não gostar. É não respeitar quem gosta, e pior ainda, querer exterminar esses cães. Eu vi aqueles noticiários berrantes sobre ataques a pits, apesar de hoje não serem tão comuns assim. Eu sei que isso assusta, até eu, se não conhecesse cães como conheço hoje, teria raiva deles. Ai mora o perigo. Tomamos conclusões precipitadas sem conhecer absolutamente nada do assunto. As pessoas acham que sabem tudo sobre eles: São monstros, matam, logo tem que morrer. Errado. Isso é o que os jornais querem mostrar, pois faz as pessoas assistirem e comprarem o que eles vendem: Informações escandalosas. Eu não tenho raiva de pits. Tenho pena. Pois sei coisas que a maioria da população não sabe. Sei que muitas pessoas acham que pits são monstros por natureza, matar está no instinto deles. Errado. Eu sei que a grande maioria das raças atuais, pra não dizer todas, foram modificadas pelo homem para atender suas necessidades. Cães pastores como borders collies, shetlands, pastores alemães, entre inúmeros outros foram criados para pastorear ou cuidar do gado. Cães de guarda como rotts, dobermanns, enfim, foram criados para defender pessoas, território, ou o que quer que fosse posto para ser defendido. Mas e pits? Para que pits foram criados? Pits bulls, assim como Bull terriers e acredite se quiser, buldogues, foram criados para lutarem contra touros, e mais tarde para participarem de rinhas. Devido a esse passado eles não costumam aceitar muito bem outros cães ou animais, especialmente do mesmo sexo. Buldogues já foram muito modificados desde aquela época, e por isso quase não demonstram esse passado. Apesar de essas raças terem esse passado “violento”, nunca, nenhuma, foi criada para ser um “monstro” ou um assassino. Pois isso seria um grande perigo até para criadores e donos. Hoje sei que o problema não é a raça. É o modo como você a trata.

Pessoas se questionam por que tanto ataques de uma raça especifica, e por que a maioria das vitimas são crianças. Eu acredito, pelo pouco que meus 14 anos me permitem saber e avaliar, que a “culpa” de tudo que cães fazem é devido a seis fatores principais. São eles:

· Raça.
· Temperamento dos pais
· Personalidade própria
· Tratamento proveniente dos donos
· Estado de saúde
· Socialização

-Raça. Segundo o Aurélio, raça é a divisão de uma espécie animal provinda do cruzamento de indivíduos selecionados para manter ou aprimorar determinados caracteres. Para manter ou aprimorar características de uma raça isso o cão deve vir de uma linhagem de cães selecionados, resultantes dos cruzamentos de apenas uma raça. O único modo de saber se um cão é de raça, é o certificado conhecido como pedigree. Cada aça possui caracteristicas proprias, mas um cão que não possui pedigree não tem a certeza de que é de raça. Portanto só porque um cão parece ser de uma raça, não quer dizer que ele seja. Um pit bull padrão não deve ser agressivo sem motivo com humanos, deve ser calmo, mas não costuma aceitar muito bem a presença de outros cães. Pit bulls não são cães próprios para guarda, podem até ser treinados, mas não é recomendado, pois não tem o instinto de guarda, como outras raças, tais como rottweilers, pastor alemães, etc. A grande vantagem que os pode tornar bons cães de guarda é meramente estético, pelo fato do porte e da “má fama” para assustar os bandidos. Resumo: Só porque parece um pit bull, não necessariamente é, logo não se pode culpar uma raça inteira por uma mistura que ocorreu em algum lugar. Aqueles filhotes que nasceram no quintal do vizinho e vendeu o filhote por R$50 é praticamente certeza que não é um pit bull padrão, logo se ele causou um ataque, a culpa não é “da raça”.
-Temperamento dos pais. Se um cão vem de pais nervosos e agressivos, não se pode querer filhotes calmos e tranqüilos. Se querem um bom filhote, devem procurar pais equilibrados e sociáveis
-Personalidade própria. Como todos , cães tem características individuais. Se não querem ter muito trabalho com seu cão, não deviam pegar o primeiro filhote que vem pulando, pois em geral esses costumam ser os mais agitados e dominantes.
-Tratamento proveniente dos donos. Talvez um dos mais importantes de todos. Cães costumam se espelhar no ambiente onde vivem. Eu já percebi que em locais onde há muito barulho e confusão o cão costuma ser barulhento. Num lugar onde as pessoas são estressadas o cão costuma ser muito estressado. Com donos esportivos os cães são animados e atléticos. O que faria com que donos violentos e agressivos não gerassem cães violentos e agressivos? Donos que batem muito, mostram ao cão que com quem é mais fraco devemos usar a força. O que ele faz? Ele usa a força com quem é mais fraco que ele, assim como o dono o fazia, mas quem ele vai atingir? Seus filhos, esposas, amigos dos seu filhos. Cães que apanham muito ainda podem se tornar medrosos e agressores por medo, o que em geral é muito mais perigoso.
-Estado de saúde. Esse é outro que tem grande influência. Um cão ferido, mal-alimentado, maltratado e doente pode ter atitudes imprevisíveis devido às reações do que ele está passando. Ainda tem outro fator, que é muito raro acontecer, mas quando acontece é o um caso muito perigoso, são os cães com problemas mentais. Mas nada de dizer que todo ataque é devido a problemas mentais. Já falei e repito, um cão com problemas mentais É MUITO RARO.
-Socialização. Todo cão deveria ser socializado, ou seja, ser apresentado a todo tipo de situação, pessoas, animais e objetos, para que no futuro não venha a estranhar nenhum desses casos. Cães que não passeiam e não conhecem outras pessoas, ao ver uma nova a estranharão e terão medo. Pode parecer ridículo, mas um cão que não foi apresentado a outras pessoas pode achar que as únicas existentes são os próprios donos e qualquer outro ser humano é algo novo e perigoso para ele.

Esses são fatores básicos, e cada um tem uma grande influencia no futuro cão. Um desses itens que não estava em ótimas condições pode trazer desde pequenas conseqüências a gravíssimas. Um cão que não seja de raça, não há previsão de como será o temperamento, o que pode ser ou não importante. Vira-latas, ou SRDs (Sem Raça Definida) são totalmente imprevisíveis em relação a temperamento, mas costumam gerar ótimos cães. Pais desequilibrados podem gerar filhotes de todos os modos, sem um mínimo de previsibilidade de como serão. Um cão com uma personalidade incompatível com a família pode gerar graves problemas. Um dono que não sabe educar um cão pode ensinar coisas erradas, causar traumas, incentivar atitudes problemáticas, criar um cão agressivo, e treiná-lo para atitudes totalmente perigosas. Um cão doente e mal-alimentado pode agir de maneiras perigosas, pois não temos controles das reações que um cão maltratado pode ter. E um cão que não tenha tido socialização pode estranhar coisas simples do dia-a-dia e causar acidentes. Cada item desses é importante, e todos deviam estar atentos a todos quando quisermos um cão, e principalmente, antes de julgar as atitudes de um cão.

Muitos vão ler tudo isso e não vão entender nada. Vão achar besteira o que eu digo. Elas vão continuar achando que a culpa é do cão. Queria que elas conhecessem a realidade. Que pit bulls são espancados todos os dias. Que pits são presos em fundos de quintal para ficarem “ferozes”. Que pessoas dão “bombas” para pits parecerem musculosos. Que pessoas põem pit em rinhas, lhes causando graves feridas e medos irrecuperáveis. Que pessoas os sub-alimentam, com farinha e água, deixando os em estado de saúde precário. Que existem filhotes de pit que nunca brincaram com ninguém. Que há pits que nunca saíram do raio de alcance de suas correntes. Vejam que até já falei do mal-trato proveniente dos donos, do estado de saúde precário, da falta de socialização. Não estou considerando sequer o temperamento dos pais ou a personalidade própria. É engraçado as pessoas acharem que a culpa é da raça, será que ninguém percebe que qualquer raça, nessas circunstâncias, teria uma atitude altamente perigosa? . Queria que todas soubessem que existem pits – e foram muitos desses que causaram os ataques - mal tratados, que são espancados, presos em correntes e sub-alimentados, quando não alimentados com sangue de boi, e quando o dono não consegue manter isso, começa a soltar animais, como gatos, para que ele persigam, capturem e se alimentem. Aposto que muitos não acreditam nesse último. Sim, dão gatos para que pits capturem e os dilacerem. Isso não é devido a eles serem monstros ou sedentos de sangue. É que se eles não comerem aquele animal, irão morrer de fome. Muitos provavelmente conhecem casos de pessoas que para sobreviverem beberam urina. Ou lutaram contra seus medos e atacaram animais maiores que si. Ou agiram como canibais e comeram carne humana. Engraçado a essas pessoas é dado crédito, são consideradas heróis, que venceram tudo para se manterem vivas, mas que quando é um animal que lambe as fezes de seus filhotes recém-nascidos, ou algum cão de rinha, ou algum cão que dilacerou outro animal é considerado um animal repugnante ou um monstro sanguinário, quando tudo isso é apenas um ato desesperado para a sobrevivência própria ou dos semelhantes.

Talvez eu pudesse comparar pits – e não só eles, outros cães grandes e conhecidos como “perigosos” – a aviões. Foi feita uma pesquisa sobre qual raça causava o maior número de mordidas. Entre cem (100) raças, Pits ficaram em quarto. De baixo para cima. Em 96°, algo como antes do antepenúltimo. Os cães que estão em primeiros são cockers, poodles, labradores, dachshunds. A mesma coisa um avião. É um dos meios de transporte mais seguro. Acidentes de avião raramente acontecem, enquanto que os de carro acontecem todos os dias. Quando tem um acidente de avião, o efeito é mais forte claro, assim como a mordida desses cães. Mas o número de pessoas mortas nos acidentes de avião é muito menor em relação às mortas em acidentes de carros. Assim como as mordidas de pits são bem menos comuns em relação aos ataques de outras raças. Mas quando há um acidente de avião a mídia dá a maior atenção. Em todos os canais mostra “A tragédia do acidente aéreo mata tantas pessoas”. Nossa como isso me lembra as notícias sobre pits. “Tragédia com pit bull mata fulano” . São muito parecidas, mas eu sei a diferença. Ninguém resolve exterminar aviões devido a esses acidentes, mas pits sim. Quando um avião cai, todos querem saber a causa. Com o pit não. Basta saber que ele matou alguém. A mídia não mostra a situação em que ele se encontrava, como era tratado, seu estado de saúde física e mental, nada.

Pits são cães maravilhosos. Tem características fantásticas. Por serem médios, são muito fáceis de serem transportados e cuidados. Por serem rápidos e fortes, podem ser utilizados em resgates, em capturas de bandidos, e em diversas outras coisas. Já vi vídeos de pits saltando por cima de carros e correndo numa velocidade incrível, ao mesmo tempo que já os vi descansando tranqüilo ao lado do seu dono idoso. Imagine uma cão deste na policia. Atualmente muitos países já usam pits no policiamento, enquanto que as pessoas têm todo esse preconceito. Queria que imaginassem um cão desse fazendo companhia a alguém. Sabe qual é o maior problema do pit? Ele é um cão fantástico, mas que não sabe ser usado. Essa é a verdade. E para que as pessoas não tenham que admitir seus erros tem gente querendo exterminar essa raça.

Se procurassem no youtube iam encontrar dezenas de vídeos de leões, tigres, ursos, leões marinhos, sendo carinhosos com seus tratadores. Até esses animais, que deveriam ser desconfiados com seres humanos se tornam doces e carinhosos. Eles são muito mais fortes que um pit bull, alguns são carnívoros, não foram feitos para serem dóceis com seres humano, mas com um bom tratamento passam a confiar neles. Será que as pessoas conseguem tratar um leão de maneira a ele ficar dócil, mas não conseguem fazer isso com um mero cão? Será mesmo preciso exterminar esses cães? Será que todos não estão criando ódio de um animal que nada quis fazer de mal? Será que na verdade os impiedosos assassinos não são na verdade indefesas vítimas? Eu não tenho ódio de um cão que atacou alguém. Tenho ódio do dono que deixou isso acontecer. Eu penso nisso antes de mostrar repudio por um pit bull. Eu conheço o verdadeiro culpado. E isso faz toda a diferença.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Violência

Todo dia eu observo no que o mundo está se tornando. E não é preciso nem sair de casa, andar pela rua, sequer olhar pela janela. É só ligar a televisão e por toda parte mostram sempre a mesma coisa: violência.
Telejornais são completamente previsíveis. Mal ligo e já mostram: muitas quadrilhas, tantos mortos, tantas crianças sendo abusadas, e não só sexualmente. Criminalidade subiu tantos por cento em tal cidade, foi descoberta uma quadrilha que desviava milhões todo dia. Câmeras instaladas em tal parte da cidade revelam barbaridade praticada contra turistas. Ou então de repente alguém matou uma criança. Por olhômetro acho que cada telejornal tem pelo menos cerca de 85% de todas as notícias voltadas exclusivamente para crimes e violência.

Sempre pensei que a culpa era dos outros. Que era “alguém ai em algum lugar” que causava tudo isso. Hoje sei que não. Que esse “alguém ai em algum lugar” não existe. Certa vez li um texto, uma frase em especial que me fez pensar muito. “Ninguém ajuda as crianças com fome, os idosos do asilo ou os cães abandonados. Isso é muito fictício. O que existe, sim, são as crianças do orfanato XXX, os idosos do asilo XXX e os cães do abrigo XXX, que eu ajudo com quantia XX todo mês.” Não existem culpados da violência. Existem sim as pessoas que formarão – ou não – os futuros bandidos, assaltantes, seqüestradores, espancadores e afins. São as pessoas, eu, meu vizinho, o professor, o meu amigo, todos nós, daquele casebre no interior àquela mansão na beira da praia, do mendigo de rua àquela celebridade, que vamos formar – ou não – os futuros bandidos, assaltantes, seqüestradores, espancadores e afins

O que a máquina-de-enxurrar-tragédias nos mostra todo dia é o resultado do conjunto das ações que tomamos. Eu percebo nas pessoas – e em mim mesma - que sempre achamos que fazemos tudo certo, que a culpa é sempre dos outros. Esse é o pensamento mais ridículo que podemos ter. O modo como aquele seu filho rebelde, aquele cachorro agressivo te trata, é culpa de quem convive com ele. Uns tem mais ou menos culpa, mas todos têm uma parcela, seja pela suas atitudes, ou pela falta delas. Sei que erro, e erro muito, mas quando percebo onde posso melhorar, tento modificar as minhas atitudes para melhorar as dos outros. Claro que muitas vezes terceiros irão me impedir, mas sei que tentei, a partir de agora a atitude tem que vir de outro É impossível agir sozinho. Continuarei tentando, mas enquanto não me ajudarem, não vou poder ter sucesso. Às vezes queria falar onde está o erro dos outros, mas sei na pele que isso é muito difícil. As pessoas acreditam estar sempre certas, e tentar interferir no modo como tratam seus amigos, cães, e especialmente filhos é igualável a lhes dar um soco, lhes ofender profundamente. Revidam com frases como “Trato ele como ele EU quiser!”, “ O filho (amigo, cachorro) é MEU e faço com ele o que quiser!” ou ”Tá insinuando que não sei educar (ou agir com) meu filho (ou cachorro ou amigo)?”. É muito difícil admitir que estamos errados, eu sei, mas as vezes as pessoas deviam ser mais compreensivas.

Eu nunca havia percebido onde estavam os erros. Hoje eu percebo que está tudo tão irraizado, tão na nossa cultura, que nem percebemos quando somos ou não agressivos, e mais difícil ainda, que atitudes devemos tomar. Aquela mãe que diz que não bate, mais depois de insistir muito perde a paciência e dá um tapa, ensinou muita coisa errada. A começar, o principal, que você pode até insistir, mas não deu certo, use violência, ou seja, com violência tudo se resolve. Aquele pai que briga no trânsito por uma batidinha demonstra ao filho que qualquer coisa deve ser resolvida na violência – nem que seja verbal – pois violência resolve tudo. Um amigo que dá socos no amigo para se divertir ou comemorar algo, mostra que até em coisas nas quais violência é completamente desnecessária, nós podemos – e devemos – usar força. Alguém que ameaça bater numa criança para conseguir algo ensina a ela que quer se quer algo é só ameaçar. Uma pessoa que bate no cachorro por que ele pegou sua meia ensina que tudo deve se resolvido na violência, especialmente com quem é mais fraco que ele. Sei que quem olha pensa que não é nada, que “foi educado assim”, que “tem que se defender”, que “comemoração boa é assim”, que “criança tem que ter medo pra respeitar”, ou que “cachorro tem que aprender à base de porrada pra respeitar”, ou coisas do gênero, mas não. Isso influencia sim, e muito. Aquele filho que levou o tapa da mãe pode um dia dar um tapa no rosto de alguém porque foi contrariado, e ainda levar outro tapa por isso. Aquele filho que viu o pai brigando um dia pode se meter em uma briga de rua e sair muito ferido. Aquele amigo um dia pode dar um soco mais forte e os dois vão começar a brigar. Aquela criança no futuro pode ameaçar bater – ou matar, dependendo do caso – se alguém não fizer o que ele quer, e aquele cachorro, no dia que alguém pegasse seu osso preferido, poderia fazer como seu dono, resolver na porrada com que é mais fraco, e morder a esposa ou filho daquele dono. E engraçado que ele vai ser taxado de monstro e provavelmente surrado, quando não sacrificado. Quando comecei a perceber essas – e várias outras – situações, foi que percebi o quanto essa violência de todo dia é culpa de todos.

Eu compreendo a situação em que a maioria das pessoas se encontra. Não é culpa delas, o que fazem é o que aprenderam de seus pais, mães e amigos. E é isso que elas deviam mudar. Se os pais delas agiram de maneira agressiva e elas passaram isso adiante, o que fazer para acabar com a violência? Agir de maneira tranqüila e pacifica, pois conseqüentemente iria ensinar as pessoas ao seu redor a fazerem o mesmo. Iria evitar a formação dos bandidos, ladrões, assassinos e todos esses “maus elementos” que nos assolam hoje em dia. Eu freqüentemente aprendo coisas novas no fórum, li um livro espetacular (Don’t Shoot the Dog – Karen Pryor), me informo por diversos meios como agir melhor. Se as pessoas fizessem a mesma coisa, talvez um dia esse mundo fosse um mundo melhor, com menos violência tão perto de nós, e talvez as máquinas-de-enxurrar-tragédias um dia possam ser diferentes do que são hoje.

Sei que muitos acham que meu pensamento parece muito simples, perfeitinho e fácil, mas se as pessoas realmente acham que não vai fazer a diferença, deviam pensar na história do garoto que devolvia conchas ao mar, pois caso contrário ela acabariam morrendo. Disseram que ele estava fazendo um trabalho inútil, pois em pouco tempo a maré ia mudar e mais conchas iam voltar. E o que ele respondeu? “- Pode até ser, mas para essa – então ele jogou uma concha ao mar- eu fiz a diferença”. Pelo menos eu penso que cada pessoa ou bicho que eu trato de maneira gentil, eu faço a diferença. E essa pessoa pode tratar mais pessoas da maneira gentil, e essas pessoas farão o mesmo. Pensando bem, se uma atitude tão simples da minha parte pode mudar tanto esse mundo, então, porque não fazer? Quem sabe eu posso mudar – nem que seja um pouco – a situação atual em que vivemos. E isso já vale muito para mim.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Cães

Cães

Cães. Como eu posso explicar em um post o que os cães são para mim? Bom, não sei. Vou tentar.

Durante toda a minha infância sempre fui louca por cães. Eram lindos, adoravam brincar, e eram uma ótima diversão. Apenas quando fiquei mais velha que percebi a real importância deles para mim. Eram mais que cães. Eram companheiros. Eram mais que companheiros. Eram amigos. Mais que isso. Eram os amigos mais verdadeiros e fiéis que um dia eu já iria ter.
Na verdade eu sei que pra mim eles são muito, muito mais que pra maioria das pessoas. Eu, na verdade, acho que cães são muito melhores que nós em vários aspectos. Cães conseguem se manter em harmonia entre seus membros. Os lideres caninos não impõe respeito por terem um cargo melhor, mais dinheiro ou serem mais agressivos e meterem medo. Os lideres caninos são escolhidos também pela força, mas não a utilizam para conquistar a liderança. Eles não precisam. Para um bom líder, basta um olhar ou movimento que os outros já sabem que não devem disputar liderança. E um bom líder não massacra os subordinados. Ele inclusive divide alimento e lugares. Pois sabe negociar. Um bom líder não se mete em briga à toa, pois precisa estar íntegro para liderar uma matilha. É calmo e se mantêm tranqüilo nas situações que precisam dele. Consegue manter a harmonia entre todos sem se utilizar de força. E muitas outras coisas. E nós? Nós os ditos “animais racionais” tão inteligentes e perfeitos? Escolhemos lideres por terem dinheiro, amigos, influência ou por agradar o povo com falsas promessas. E depois eles são corruptos, gastam nosso dinheiro e muito mais. Ajudam sim, mas muito menos do que deveriam. Os encarregados de manter a ordem, os policiais, apesar de ter bons integrantes, de respeito, têm pessoas que só sabem impor sua liderança por medo. Que matam civis em busca de bandidos. Que ajudam os bandidos a conseguirem o que querem. Que SÃO os próprios bandidos. Criamos coisas complexas, fabricamos coisas caras e que prometem fazer muito. E no final não valorizamos coisas simples. Criamos valores fúteis, que nos fazer matar mais e mais pessoas. Achamos que qualquer coisa vale mais que uma vida, e vemos todo dia casos de pessoas que matam, roubam, estupram, seqüestram. Alguém já ouviu falar de um cão que fizesse o mesmo, puramente por ganhar algo? Nós usamos nossa “inteligência” para descobrir muita coisa. Descobrimos ciência, química, física, matemática, e tudo mais. Descobrimos cura para doenças. O engraçado? Descobrimos curas para doenças que nós mesmo criamos. O mais cômico, pra não dizer trágico? Com o mesmo material que usamos para descobrir essas curas, fabricamos bombas que vão matar milhares de pessoas. Então, depois descobrem a cura para as doenças que a bomba criou. Como somos inteligentes. Ainda acha que somos tão melhores assim? Pfff...já disse e repito, temos é que aprender muito com os animais. Temos que aprender a ser amigos verdadeiros (pois cães não abandonam seu dono só porque não pode pagar a ração que eles gostam). Aprender que quando o perigo aparece, você não deve fugir, deve ficar, enfrentar seus medo e defender seu amigo (pois quando um agressor aparece o cão fica lá, se machucando, correndo até risco de morrer, só pra defender seu dono). Que as coisas que realmente importam são as coisas simples (pois um cão troca qualquer seção de massagem pra rolar na lama com o dono). Que dinheiro não importa, contando que você seja um bom amigo (Pois cães ficam do seu lado sempre, mesmo que você seja um mendigo) E que você deve estar sempre do lado do seu amigo mesmo que ele seja – ou ache que seja- melhor que você (pois um cão fica, do seu lado, mesmo você achando que ele é inferior, que é “apenas um cão”) Temos que admitir cães tem muitos mais a nos ensinar do que pensamos. Vamos ver, você ainda acha que somos melhores? Então vamos avaliar um ser humano dito perfeito. Ele ajuda as pessoas, não é ganancioso, ama o próximo, dá valor as coisas simples, não pensa em dinheiro, protege quem ele ama, não é corrupto, tudo que faz é pro bem das pessoas e de sim mesmo, trabalha sem reclamar, dá um bom exemplo pro filhos, adora crianças. Perfeito não é? Sabe o curioso? Essa descrição me parece um cachorro. E se quiser saber uma raça em específico, pra ter uma idéia melhor, pense em um labrador. Em um golden. Em um retriever. Em um cão de caça, trabalho ou pastor. Ajuda por prazer, trabalha sem reclamar, cuida das crianças, é fiel ao dono, protege a família. Não quer salário, não cobra nada. Que curioso não é? Espero que você comece a olhar com outros olhos os cães ao seu redor. Eles podem ser muito mais do que você imagina. Bom pelo menos é o que EU acho. É a MINHA opinião em relação animais tão fantásticos que são os cães. Alias, não só os cães! Gatos, papagaios, periquitos, peixinhos, tartarugas, iguanas, cavalos, macacos, chinchilas, coelhos, hamsters, todos os animais são animais espetaculares! Grandes amigos, que estão sempre ao nosso lado! Falo de cães, pois sempre tive muito contato com eles. Já tive vários tipos de animais, e todos foram especiais, mas o cão foi o que eu mais me identifiquei. Animados, sempre felizes, amigos fiéis, não querem nada em troca da sua companhia. Bom, mas todo mundo me acha uma maluca mesmo, porque você deveria me ouvir não é? Só acho que as pessoas se acham muito. Chamar alguém de animal é praticamente ofensa. Por favor! Somos, SIM, animais. Somos mamíferos, bípedes, temos pêlos, nascemos, crescemos e morremos, temos doenças, temos instintos, qual é o problema de ser chamado de animal? É o mesmo de xingar o poodle da vizinha de cachorro. Ninguém está falando nada de mais.

Pense nisso. Será que você não está achando que o tem ao seu lado é um animal tão “inferior” quando na verdade talvez ele seja melhor que você? “Durmam com esse barulho.” (Como diria Flávio Lamenza – acertei o nome? - do blog chongas )

Finalizando, espero que, mesmo quem não vai encarar os cães de maneira diferente, deixem que eu pense da maneira que julgo melhor. Estou sendo ridícula? Problema meu. Amo os cães e nada vai me fazer mudar de idéia. Pra mim cães são isso. Seres maravilhosos, que estão pra nos ensinar muita coisa. Simplesmente são tudo. Pra terminar, deixo aqui umas frases que tem tudo a ver comigo:

"Dogs are not our whole life, but they make our lives whole.(Roger Caras )"

“Ninguém pode se queixar da falta de um amigo, podendo ter um cão. (Marquês de Maricá)”

“NÃO TRATE SEU CÃO APENAS COMO UM ANIMAL, ELE É MUITO MAIS QUE ISSO!!”

“Eu gostaria de ser uma pessoa tão boa quanto os meus cães acham que eu sou.”

"Dinheiro pode te comprar um bom cachorro, mas só o amor pode fazê-lo abanar seu rabo."

“Eu não tenho um animal de estimação. Eu tenho um amigo de quatro patas!”

(retirados das assinaturas de usuários do fórum www.adestradoronline.com/forum)

Cindy – Uma pequena homenagem a você.




Sempre, sempre, sempre fui fissurada por cães. Não podia ver um, não me importa a raça que seja que eu ia atrás. Chegava com o dono e perguntava “-Ele morde?” “Não” Pronto, era tudo que eu precisava. Passava um bom tempo brincando com aquele cão desconhecido até meus pais - ou o próprio dono – me expulsar. E foi graças a isso que hoje eu tenho a Cindy.

Eu sempre admirei os cães. Desde pequena pela beleza, graciosidade e o fato de serem eternos brincalhões. Depois que cresci um pouco descobri mais sobre eles. Que não eram apenas animais brincalhões. Eram amigos, dos mais fiéis que você vai encontrar por ai. Daqueles que não importa o que você tenha ou o que pode dar, mais eles estarão ao seu lado. A partir daí eu passei a gostar de verdade deles. Queria um cão. Queria muito ter um cachorro. Irritei meus pais por anos pra ter um cachorro. Perturbava, chorava fazia birra. E só depois descobri que ganhei o meu primeiro cachorro cedo demais. Era pequena, não cuidei dele, ninguém educou, não conhecia nenhum livro ou site que pudesse me ajudar, e deu no que deu. Ele ficou mal-educado, mordia todo mundo - menos a mim -, fazia as necessidades por toda a casa, raspava a porta, latia o tempo todo, destruía os móveis, puxava pra passear, e tudo que se pode achar horrível num cão. Depois de um tempo acabamos dando ele, por puro capricho meu. Quero que fique bem claro que me arrependi muito do que fiz. Depois dele, passei muito tempo até convencer meus pais a me dar outro cão. Após uns cinco ou seis anos consegui convencer eles. E durante esse tempo percebi a falta que me fez, a saudade que aquele grande amigo me dava. E a partir daí realmente comecei a valorizar os cães. Decidimos ter um dachshund. O Teckel, popular salsicha ou Cofap. Procuramos muito por um bom exemplar mais não achamos. Fomos ao kennel e procuramos um criador. O mais próximo era no Maranhão. Decidimos procurar no jornal. Achamos um. Quando fomos ver os filhotes a surpresa: Todos inchados, aparentando estar com verme, com caroços nas costas, pareciam ter alguma doença de pele, e ainda por cima o dono não tinha nada que comprovasse que eles tinham tomado vermífugos ou vacinas. Nem pensar. Voltamos pra estaca zero. Quando já estava quase sem esperança de ter um novo cachorro. Foi aí que encontrei a Cindy. Minha mãe encontrou ela, um filhote marrom, magrinho, feio, com sarna, pulga. Mas ainda assim a trouxe pra casa. No inicio eu não gostei muito. Estava doente e eu pensava “-nossa, ela é horrível!” Mas depois de um tempo, depois de tentar fazer com que ela não chorasse a noite, depois de brincar todas as manhãs com ela (ela chegou em julho) depois de tentar ensinar ela o lugar do banheiro, comecei a pegar afeição por ela. Ela subia pelas minhas costas e lambia minha orelha, mordia meus dedos, dormia na minha mão. Ela passou a ser o melhor cachorro do mundo. No inicio eu a achava feia, tinha sarna, a cor da pelagem dela era estranha. Mas agora não. Ela era especial. Eu estava com ela em casa, mas a todo momento tinha risco dela sair de casa tão rápido quanto entrou. Meu irmão tinha alergia, ela chorava a noite, não aprendia o local das necessidades, os vizinhos reclamavam. Então eu descobri o fórum adestrador online (www.adestradoronline.com/forum). Nele eu aprendi tudo que tinha que ensinar à Cindy. Ela parou de latir, aprendeu o lugar das necessidades, aprendeu a andar na guia, ficou dócil, não atacava, aprendeu mais de vinte truques, não havia nada ao qual eu pudesse reclamar. Os únicos problemas que ela apresentava eram em relação à comida. Ela roubava comida da mesa, mexia no lixo, mas como ela veio da rua, isso era explicável. Mas o único problema que não conseguimos resolver, o que não podia continuar, o que ia a fazer sair de casa, simplesmente não era culpa dela. O meu irmão não agüentou de alergia. Ela teve que sair de casa. Tentamos, fizemos tratamentos, lutamos muito, mas não deu certo. Agora ela está na casa da minha avó, onde eu a posso visitar sempre, onde ela tem um quintal só pra ela, onde serve de segurança para minha avó, onde meu irmão não tem alergia. No fim sei que foi o melhor, mas como fiquei triste com isso. Não, não perdi as esperanças. Quando eu tiver uma casa, com um bom quintal, sei que vou tê-la de volta. Não é possível que o primeiro cão ao qual eu dediquei tempo, atenção, preocupação, aprendi tanta coisa, vai sair assim de perto de mim. Sei que um dia vou ter ela de volta. Que um dia vou acordar com ela do meu lado. Que um dia ao dormir, vou olhar pra ela e vou dizer boa noite. E que um dia isso vai acontecer todos os dias. Eu acredito nisso. Cindy foi o cachorro mais especial na minha vida. Nunca vou esquecer essa cadela que marcou minha vida. Aprendi muita coisa com ela. Enquanto estávamos juntas, pesquisei de tudo, e aprendi coisas que nunca imaginei aprender. Descobri como cães e pessoas podem ser treinados - e de maneira muito mais parecida do que eu imaginava -. Que na verdade pit bulls não são bandidos. São as vítimas. (E ainda vou explicar isso muito bem em um post, podem cobrar de mim) Que os cães não são problemáticos. Exceto em problemas psicológicos, o culpado das atitudes de um cão é o próprio dono. E muito mais. Hoje cães são muito importantes para mim. São o meu grande hobby. Aquele hobby que você quer encontrar todo dia. Que quando ouve alguém falar sobre cães, você quer se meter no meio. Que quando vê um cão, quer fazer carinho. Que quer resgatar aqueles cães de rua, aqueles que todo mundo jogou fora. Que quando ouve alguém falar algo errado sobre cães, você quer corrigir, mostrar o certo, dar dicas, recomendar algo. Que quando alguém tem ou quer um Pit Bull, Rottweiler, ou outro cão desse tipo, quer falar que eles não são monstros, que devem ser socializados, que não pode bater, que tem que educar, recomendo o fórum. Que quando alguém quer comprar um cão, você quer recomendar que ele procure um canil, que veja o temperamento dos pais, e tudo mais. Passei a me preocupar com cada cão como se fosse meu grande amigo há muito tempo. Graças a Cindy eu pude ajudar várias pessoas, e a mim mesma também. Infelizmente hoje ela não pode estar aqui ao meu lado. Mas como sempre dizem, se você ama alguém, deve deixá-lo ir. A Cindy não saiu da minha vida, está apenas um pouco distante, mas já faz um grande vazio. Obrigada Cindy, por tudo que fez a mim, e desculpa por não te tratar de maneira melhor. Te amo muito. Obrigada por tudo.

Amizade- O que isso significa pra mim.

Muitos se perguntam por que sou assim, tão chata, tão amiga, tão irritante, tão tagarela, tão tanta coisa. Na verdade apesar de parte ser devido à genética, personalidade, etc, etc, etc... eu tenho certeza que boa parte do modo como eu encaro a amizade se deve às minhas experiências anteriores. Na verdade, eu quando era pequena, ficava muito tempo em casa. Não costumava sair pra parquinhos, praças, playgrounds, etc. Eu ficava muito tempo em casa. Sempre fui de poucos amigos, não era de ir muito à casa de “coleguinhas” ou coisas assim. Brincava pouco com outras crianças, mas sempre tive bichinhos de estimação. Tive papagaio, periquito, gato, beija-flor. E foi aí que ganhei o Tobi (Nem pense em reclamar do nome dele, eu tinha 6 anos quando escolhi). Tobi era um poodle caramelo, o primeiro cachorro que eu tive na vida. Como eu amei aquele cachorro. Tobi nunca foi ensinado a nada, era muito mal-educado, latia pra valer quando saiamos de casa, fazia as necessidades por todo canto, enfim, um desastre total. Na verdade como eu já falei com minha amiga Raquel (Carol, apelido Jolie, e atualmente um outro apelido ai, parece que Carrie(ol) sei lá, algo assim), Se eu tivesse conhecido o Adestrador online naquela época, talvez ainda estivesse com o Tobi hoje. Parece puxa-saquismo, querer fazer propaganda gratuita, mas não é não. Adestrador online (www.adestradoronline.com/forum) é site fantástico, com um fórum onde o pessoal tira suas dúvidas de maneira muito simples e rápida, depois eu falo mais desse site. Voltando ao Tobi. Eu sempre fui aquela criança chata e irritante em relação à cachorro, daquelas que não pode ver um do outro lado da rua que tinha que ir lá passar a mão. Quando ganhei o Tobi tive esse sonho realizado. Na verdade eu realmente acredito que foi com ele que peguei tanta afeição por cães. Eu podia ser feia (Ninguém nunca desconfiou do fato de eu não revelar nenhuma foto de quando eu era pequena? Hein? Hein? Juram que é coincidência? Hahaha pura ilusão) chata, gorda, baixinha, falar pra caramba, quase matar ele enforcado às vezes (apesar dele usar peitoral) e nunca dar o tratamento devido, mas ele continuava lá do meu lado, não se importando quem eu era, como eu era, e nem sequer como eu o tratava. E sabe por quê? Porque cães não se importam como você é, eles apenas querem alguém que ame eles de verdade. Cães são os animais mais sinceros da face do planeta. Você pode até subornar um cão para ficar no seu colo por um biscoito. Não condeno isso. Suborno, fazemos isso o tempo todo. Mas ao fim do dia, o cão não vai deitar ao lado de quem lhe deu o biscoito. Ingratidão? Pra mim é sinceridade. O cão, ao fim do dia, vai dormir aos pés de quem ele ama e confia. Um cão não pode ser subornado para gostar de ninguém. Não existe suborno nas emoções. Há pessoas que FINGEM que estão seu lado por segundas intenções, mas um cão não. Ele fica ao seu lado pelo que você é, e não pelo que você tem. E isso, sem dúvida, é a melhor certeza que se pode ter na vida. A certeza de que tem alguém que está ao seu lado porque gosta de você, e não tem nada que o obrigue a fazer isso, nem suborno, nem laços familiares, nem nada. Se um cão quiser ele pode brincar com outra pessoa. Mas se ele brinca com você é porque ele gosta de você pelo que você é. Alguém que REALMENTE gosta de você. Agora me diz se têm algo melhor. Eu por um tempo tive esse grande amigo do meu lado. Durante um tempo eu comecei a fazer alguns amigos (entenda como três amigas: duas na escola e uma na vila que eu morava) E passei a brincar com elas. Um dia brincando com uma vizinha minha o poodle gigante da mãe dela me mordeu. Nesse dia eu perdi um pouco do fogo por cães. Mal eu sabia que esse poodle era maltratado e mordeu por medo. Por causa dessa idiotice, por irresponsabilidade e infantilidade, depois de uns meses, eu dei o Tobi. Ele começou a ficar doente, era complicado ter cão em apartamento, eu dei ele pra empregada. Não sei, algo me desestimulou. Mas saibam me arrependi muito disso. Depois de uns anos percebi a besteira que fiz e adotei a Cindy. Ela foi muito bem educada graças ao fórum, sabe vários truques, etc. Infelizmente ela está na casa da minha avó devido à alergia do meu irmão. Mas no final sei que é a melhor escolha. Uns anos antes de eu dar o Tobi eu passei a ir sempre pra casa de uma amiga da escola, a Elisa. Era eu, a Elisa e a Vitória. As mais excluídas daquela sala, aquelas que todo mundo falava mal pensando que a gente não sabia. Eu sempre ia passar à tarde na casa da Elisa, mas, não que eu não gostasse da casa dela, mas eu me sentia deslocada. Todos eram japoneses, tinha origami por todo lado, arroz, flores, essas coisas, e eu não me senti muito “no meu meio” se é que vocês me entendem. No sim da 5° série eu resolvi que ia fazer a 6° em outro colégio, achei que o que estava indo tinha um ensino meio fraco. Se eu já não estudo atualmente antes nem dever de casa eu fazia (e eu faço agora?). Mudei pro meu colégio atual. E vai por mim, a 6° série foi HORRÍVEL pra mim. No primeiro dia conheci uma garota que num futuro próximo ia me magoar muito. Não conhecia ninguém, e tinha pânico de não conseguir fazer amigos. Ainda por cima tinha um grupo de meninas que falavam mal o tempo todo de mim, faziam brincadeiras sem-graça, etc, tudo que você poderia chamar de inferno. É por isso mesmo que não tenho uma auto-estima muito boa. Claro que não vou usar de desculpa tudo que eu passei pra fazer o que quiser, mas quero que vocês entendam meu lado. Pra quem passou por tudo isso, não de se admirar que eu seja assim. Além de tudo, eu sentava nas primeiras filas e isso dava a idéia (enganosa) de que eu era estudiosa (hsuHAUshUASHuASHuAHSuA até parece)Lá pela 7° série eu conheci a amiga dessa garota que eu tinha conversado e através dela conheci uma outra que me apresentou ao pessoal que eu converso hoje(haha alguém entendeu alguma coisa?). Conheci a Rayssa. Olha, eu, por todos esses anos nunca tinha conhecido alguém como a Rayssa. No início eu não dei valor à ela, eu admito, mas depois que eu me toquei que estava perdendo mais do que eu imaginava, fiquei amiga da Rayssa, e dos amigos dela. Juro, eu posso ser o que quiser pra todos eles, posso ser uma idiota, uma retardada, uma CDF, uma tagarela, uma sem-graça, não interessa. A Rayssa foi minha primeira melhor amiga de verdade. Não tenho idéia o que eu significava pra ela na 7° série, mas ela teve uma importância crucial pra mim. Me fez perceber que nem todo mundo ia ser horrível com você, nem todo mundo ia te tratar mal, nem todo mundo ia achar que você era só uma estranha. Que nesse mundo ainda existem amigos de verdade. Alguém, um amigo, que não era um cachorro ou um gato, que estava ao seu lado porque realmente gostava de você. Parece idiotice, você pode me chamar de que quiser agora, mas pra quem nunca teve um amigo de verdade a Rayssa era a melhor pessoa do mundo. Rayssa. Você sabe o quando eu te adoro (apesar de que eu duvido que alguém tenha chegado à essa parte do texto, Se você estiver lendo isso Rayssa, acho que agora você deve entender muito coisa. Esse semestre vai ser barra. Rayssa, não quero perder sua amizade. Aonde vou encontrar alguém como você? Você é insubstituível. Te amo muito Rayssa)Hoje, eu não posso dizer que ela é minha melhor amiga apenas por um motivo. Ela divide o cargo com a Amanda Monteiro :D. Conheci a Amanda no meio da 7° série. Essa é outra que não vou esquecer. A Amanda é uma pessoa especial. Ela é muito animada, divertida. Já dei boas risadas com ela... A Amanda me mostrou muitas coisas, das quais eu nunca vou esquecer. Me ensinou que muitas vezes ter vergonha de falar com os outros nos faz perder muitas oportunidades incríveis. Que ser passiva nem sempre é uma coisa boa, temos que nos defender de vez em quando. Quem ligar pra opinião dos outros é besteira, e muito, muito mais. Obrigada Amanda, por ter me ensinado tanto, obrigada Rayssa, por tudo que vocês fizeram por mim, pela paciência que teve e por me mostrar o quão importante é uma amizade, o quanto devemos valorizar amigos de verdade. Muito obrigada vocês duas. Vocês me mostraram que sou muito mais do que eu imaginava. Hoje todas essas pessoas que eu encontro todo dia na escola, Amanda, Rayssa, Rina, Isabella, Camila, Iasmin, Verena, Lucas, entre tantos outros, eu garanto a vocês. Vocês são meus primeiros amigos de verdade. Meus primeiros amigos aos quais eu saio pra ir no shopping e jogar pipoca em todo mundo(ta bom, essa parte foi com a Isabella hahaha). Enfim, todos já entenderam. Hoje também tenho amigos online, que estão sempre lá nas horinhas que navego. Carolina, Luiz, Tomás, Jolie (Carol Raquel), Estevão, Sâmia, Alexandre (Xandão), Moisés, Renato(Skinner) entre outros, uns que nem vale a pena falar, me trazem até lembranças tristes, mas o que importa é que os amigos de verdade sempre estarão lá. Apesar de nunca ter visto nenhum ao vivo, eles me ensinaram muitas coisas também. Agora também estou fazendo novos amigos, em vários lugares, mas todos, todos são importantes. Enfim, obrigada, MUITO OBRIGADA a todos os meus amigos, seja aqueles que eu vejo ao vivo, pela internet, pelo telefone, numa trilha, na igreja, na academia, por onde for, todos são muito importante para mim. Todos você têm um lugar no meu coração.

Eu aprendi muito durante esses meus 14 anos de vida. Aprendi que nem todas as pessoas são boas. Que nem todas vão te tratar bem. Que algumas vão te machucar sem dó. Que algumas vão ter prazer em te fazer sofrer, e ainda vão ter a ilusão de que isso as faz feliz. Que algumas não vão ligar pros seus sentimentos. Que algumas não dão a mínima pro que você é, querem apenas saber o que você tem. E não as culpo por isso. Aliás, a todos que me trataram mal até hoje, eu só tenho uma coisa pra falar: Muito obrigada. Muito obrigada a todos vocês, é, vocês que acabaram comigo durante muito tempo, que me fizeram achar que eu não valia nada, a todos você que foram os carrascos da minha vida e tudo mais. Vocês me fizeram um grande favor, algo que não tem preço. Ao me tratar tão mal, me ensinaram algo muito importante: Que amigos que valem a pena são poucos. Amigos pelos quais você mete a mão no fogo são raríssimos. Que eles não estão em toda parte, e por isso mesmo eu os valorizo. Me ensinaram que devemos tratar nossos amigos muito bem. Você me ensinaram tudo que NÃO fazer para manter um amigo. Que os amigos devem ser tratados da melhor forma possível, e sabe por quê? Porque você nunca sabe quando vai encontrar outro amigo tão bom, e mais ainda, quantas pessoas horríveis você ainda vai ter que suportar para entrar um bom amigo. Muito obrigada. Ah, antes que eu me esqueça, pra vocês que me tratam mal, saibam de uma coisa: Meus agradecimentos acabam por ai. Não esperem nem um pingo de confiança da minha parte. Deu uma chance de serem meus amigos, vocês desperdiçaram da pior forma possível, não esperem outra chance. Obrigada, só isso, e passar bem.

Como a Jolie disse no tópico dela, eu queria ser pessimista, pra não me surpreender com o que somos capazes de fazer. Queria começar odiando todas as pessoas, para gostar apenas daquelas que valem à pena. Mas não consigo. Parece que gosto de ser idiota, acreditar dar valor e confiar em quem não devia. Mas fazer o que. Mas sabe, acho até que isso está dando bons frutos. Afinal, hoje eu sei que tenho amigos de verdade. E pelo que os conheço, acho que meu jeito está agradado. E como dizem, Pra que mexer em time que está ganhando? ;)

Espero a todos que me conhecem que tenham entendido algo mais sobre mim, e como eu encaro meus amigos. Obrigada a todos que tiveram tempo e paciência pra ler isso. Mesmo você, que não me conhece e leu isso, obrigada por ter me dedicado atenção. Beijos e até a próxima :)

Um pouco sobre mim

Como esse é o meu 1° post, vou tentar falar um pouco sobre mim.
Sou uma pessoa extrovertida, mas tímida quando conheço alguém ou num lugar estranho. Posso ser engraçada, mas quando quero fico bem sem-graça (agradecimento especial aos ensinamentos do pessoal da sala rsrsrs). Eu falo muito. Sim, quem me conhece bem não nega, alias é mais pra rir da cara de quem diz que sou quieta. Mas para quem acha que falo muito, uma boa noticia: Só sou assim com me sinto á vontade, afinal, são meus amigos, o que custa encher um pouco vocês não é mesmo? ;)
Valorizo muito os amigos, a família, tranqüilidade, mas aventura não pode faltar. Gosto muito de esportes mais radicais como montain bike, trekking, escalada, mergulho, flutuação, corrida de aventura, mas também curto artes marciais. Já fiz judô e jiu-jítsu, mas parei por causa de um acidente (nariz). Continuo apreciando artes marciais, mas não consigo mais praticar. Apesar de atualmente não estar praticando nenhum dos meus esportes preferidos, faço caminhada, academia e tenho hábitos saudáveis, adoro frutas, apesar de não curtir muito verduras. Não consigo ficar muito tempo sem uma maçã, claro que gosto de um bom churrasco ou pizza, mas depois de um tempo, eu troco qualquer pedaço de picanha por uma boa maçã.
Existem vários assuntos aos quais eu me interesso, mas atualmente psicologia (não só canina tá! ;P) Vem me chamando muito atenção. Amo muito cães, um dos seres que mais admiro, e acho até que sei o porquê. Eu valorizo muito a amizade, a lealdade. Traição é uma das coisas que mais me magoam. Exatamente por isso valorizo tanto cães e verdadeiros amigos. São seres confiáveis, que eu sei que posso falar o que penso que não serem zombada, e posso confiar que meu segredo não vai ser espalhado. E com tão poucos amigos no mundo, que valor você acha que um cão tem pra mim? Um amigo fiel, que está sempre do meu lado, esteja eu no frio, fome, sem casa, sem comida, sem nada, mas meu cão está lá, fielmente ao meu lado. O exemplo mais explícito de fidelidade bem ao seu lado, ali, apenas pedindo comida, carinho e atenção em troca da amizade mais verdadeira e do companheiro mais fiel que um dia você vai ter. Nós nos julgamos tão bons, tão superiores, tão melhores que o resto dos animais, porém nem sequer conseguimos manter harmonia entre nossos membros. Fazemos guerra, matamos, roubamos, magoamos, enquanto os animais têm uma gloriosa harmonia. Será que somos tão bons assim? Temos muito que aprender com eles, isso sim.
Como já falei, gosto muito de psicologia. Acho interessantíssimo o saber mais sobre nossa mente. Na verdade a parte de “psicologia” que eu digo que me interesso tanto são as formas de aprendizado. Depois que comecei a ler “Don’t shoot the dog”, comecei a entender melhor várias ferramentas, como reforço positivo, negativo, shaping, punição, enfim. O melhor de tudo é que ando conseguindo aplicar no dia-a-dia, sem que ninguém perceba, e isso ajuda muito. Você pode achar estranho, estar pensando que estou “treinando” pessoas como treino um cachorro, mas sinto dizer, mas as duas mentes são incrivelmente parecidas. Se eu te der vinte reais você se senta em uma cadeira, se eu der um petisco um cão senta. Se eu ameaçar te demitir, você chega mais cedo no trabalho. Se eu ameaçar dar um tranco, um cão deita (não, eu não concordo com esse tipo de ensino). Desculpe, mais somos mais parecidos com cães do que você provavelmente imagina.
Apesar de gostar muito de psicologia, não pretendo me formar nisso. Gosto muito de matemática, e pretendo fazer engenharia (só resta decidir qual xD).
Você pode estar me achando nerd, com todo esse texto, alias, todo mundo me chama de CDF. A verdade é: Sim, eu tiro notas boas. Acho que não tirei 5 notas abaixo de 8,0 até hoje. Mas quem me conhece sabe que essas notas NÃO são devidas a estudo. Estudo em três ocasiões: 1° véspera de prova, véspera de trabalho, eu estar MUITO ruim em alguma matéria. Fora isso, em casa livro escolar é praticamente inútil.
Você também pode achar que sou toda certinha. Sou sim, MEIO certinha. Mas também, num mundo tão errado, o que custa fazer um pouco as coisas como devem ser? Claro que de vez em quando eu to pouco me lixando pro que é certo ou errado, mas eu geral, tento fazer o “politicamente correto”.
Algumas pessoas me acham arrogante, chata, metida. Um recado para essas pessoas, eu costumo tratar (quase) por igual. Gente divertida, eu sou divertida, gente culta, sou culta, gente calada, sou calada, gente carinhosa, sou carinhosa, gente arrogante, sou MAIS arrogante ainda. Eu sou muito boazinha, mas quando uma pessoa já passou dos limites, fez brincadeiras que sabe que eu não gosto, e ainda por cima teve a audácia de falar mal sem me conhecer, ah me aguarde. Eu não costumo fazer grandes vinganças, pois também não ia gostar, mas quem me tratou mal, tão cedo não espere minha compaixão. Talvez você nunca mais consiga ter minha confiança. Feridas marcam, e não tem essa de “esqueça isso”, “as pessoas mudam”. Mudam sim, mas não é tão fácil assim, e não vai ser uma besteira, uma açãozinha legal que vai voltar minha confiança. Não quero ninguém se humilhando pela minha confiança, não adianta nada. Isso se conquista e leva (muito) tempo.
Quem não me conhece, espero que não se fique assustado com esse texto, me ache arrogante ou algo do tipo. Eu não sou assim. Apenas acho que às vezes temos de falar as coisas como são. Sou meio competitiva e jogo meus argumentos, ás vezes de uma maneira não muito gentil. Talvez você não tenha lido muita coisa nesse texto que te faça me achar super legal. E sabe por quê? Eu não enchi esse texto de elogios a mim, coisinhas legais, que deixariam qualquer um achando esse texto super legal, bonitinho e alegre. Simplesmente fiz o certo. Falei de mim, usando uma coisa chamada senso crítico. Se você está mesmo sentindo falta de uma descrição mais simples de mim, ai vai: não tenho muita paciência, falo muito, sou meio desorganizada, detesto escrever, quando leio esqueço o mundo ao meu redor, se não for pra ir pra um lugar legal, com alguém legal, prefiro nem sair de casa, ás vezes não sei falar algo sem ser meio grosseira. Graças a coisas que passei, sou meio desconfiada com as pessoas, sou irritante ás vezes. Tá rindo da minha cara e me achando uma ridícula? Legal, mas peço uma coisa. OLHE PRA VOCÊ MESMO. Será que é tão perfeito assim? Será que você tem mesmo direito de falar mal de mim? Antes de falar mal pelos meus defeitos, veja se os seus não são piores ainda. Chegou até aqui e ainda não está com raiva de mim? Pois então agora vou falar algumas das minhas qualidades: Costumo ser muito legal com quem merece, tenho um bom senso crítico (tudo bem que ás vezes não uso comigo hahah), adoro ler (coisa que pra uns é defeito, mais fazer o que) Por mais que eu pareça palhaça, meus pensamentos são bem mais sérios que minhas ações. Tenho responsabilidade. Quem faz trabalho comigo sabe que faço muitas vezes além do que é pedido. Em geral sou bem compreensiva com o que merece. Não é uma besteira que vai estragar uma grande amizade, mas cuidado, passar demais dos limites pode pôr em risco uma amizade muito boa. Eu ajudo sempre que posso, ás vezes, até quem não merece. Apesar de gostar muito de uma aventura, não dispenso tranqüilidade, a paz, sei me adaptar ao ambiente. Ambiente calmo, sou calma, ambiente barulhento, falo bastante. Sou fiel, assim como não admito traição, também não faço.
Basicamente isso. Se você está me achando uma nerd, uma doida, uma (...) só por causa dos meus defeitos, melhor nem tentar me conhecer. Todos temos defeitos, se você não consegue aceitar isso, melhor rever SEUS defeitos. Aposto que vai encontrar um monte. Me critique, mas esteja ciente de que também tem os seus. Não tem algo mais irritante que pessoas que falam mal tendo erros ainda piores. Não fale mal dos meus desenhos se não sabe desenhar. Faça criticas sinceras e CONSTRUTIVAS na minha frente, falar mal por trás é muito diferente. Se você leu tudo isso, e mesmo estando ciente dos defeitos ainda acha que eu posso ser uma pessoa legal, prazer, podemos ser bons amigos. E não se preocupe, esse texto todo é só pra assustar aqueles que não conseguem entender que todos temos defeitos, sou bem mais legal ao vivo (pelo menos eu acho hahaha). ;)

É isso aí, obrigada a quem teve essa paciência de ler, e dá próxima vez vou (tentar) escrever menos :)